Diz a janela do seu quarto para
Jardim soberbo de lindeza e apuro.
Há dela em frente venerando muro
Que a encobre à vista de quem lhe atentara.

E oh quantas vezes, essa flor mais rara
Que as outras flores do jardim,procuro
No degredo que dela me separa,
Igualmente que triste acerbo e duro!

Mas lesto e ágil quando penso nela,
Meu pensamento vai saltando o muro
E lá o vejo a correr para a janela...

Entra, e oculto no aposento , a jeito,
À noite guarda o sono a esse anjo puro
Como um cãozinho sobre os pés do leito.

                     Manuel do Carmo

                   

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