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O voar da brisa
suave leva
Carícias
silenciosas às
faces sofridas,
Tal o pequenino
colibri a levar
Os seus
carinhos às
flores
Entristecidas.
Essas suavidades
são comparáveis
À palavra de
amor cochichada
á roseira,
para despertar a
flor
Que, silenciosa,
parece
adormecida...
Assim faz o
apaixonado
quando,
Transtornado de
amor, acaricia
A sua amada ao
lhe fazer
Juras de
amor...
E a vida
prossegue entre
abrolhos
Em busca de
conquistas e
Não encontra um
rumo definido,
Há, sim, um
destino
desconhecido.
Talvez, por
isso, máscaras
alegres
Escondem rostos
entristecidos...
A vida é uma
passagem
efêmera,
Em que se
sucedem alegria,
dor e beleza.
Segue-se para o
fim, tal qual o
palhaço
Que esconde
máscara
A sua
tristeza...
Por que o ser
humano esconde a
verdade?
Por que, meu
Deus? Isso é uma
hipocrisia,
se a vida é
iniciada com
choro
e termina em
agonia...
A solução é
esquecermos
essas verdades
E vivermos cada
momento as
nossas
Realidades sem
pensarmos no
porvir
E termos na
mente,
incessantemente,
O amor...
Procurarmos
sofrer só a dor
da saudade
E, como numa
oração, fazermos
do amor
A nossa única
verdade.
Tarcísio Ribeiro
Costa





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