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Meu velho,
nas costas
carregas,
o tempo.
Quase um século
de vida
em seus ombros
pesam
mas, como um
tronco, não
vergas.
Trazes, no
semblante,
a serenidade da
experiência
ao longo se tua
caminhada
adquirida.
A passos lentos,
segues,
sem temor, em
direção
a metas
desconhecidas.
Com paciência
infinita,
esperas chegar
ao final
de sua estrada
há tanto
trilhada.
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