No caminho do tempo que não pára,
Fecho os olhos... tropeço nas lembranças,
Que ficaram de múltiplas andanças...
E a porta da saudade se escancara.

Meu coração sofrendo  se depara,
Com escombros de sonhos fenecidos;
Com ruínas de amores destruidos;
Com restos da ilusão que se fez rara.

Mas abro os olhos e vendo a realidade
Do meu viver de hoje, aceito a idade,
Pois cumpri, com o tempo, a minha meta..

E além de tudo o amor, em mim, ficou,
A paixão que eu tinha... não findou,
Porque nunca deixei de ser poeta.

Sá de Freitas
 

                   

    

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