Vaguei por horas
aflitas e
insones
castigando a
alma em vielas
silenciosas,
no corpo
roto-morto, a
solidão tudo
consome
absorvendo da
pele a
seiva-energia
viçosa.
Acordei com a
esperança não
prescrita
na nudez do
olhar disperso,
sempre
cansado...
Lá fora a vida
aflora, corre,
dança e se agita
aqui, amor em
tempo cativo do
passado.
No fluxo-refluxo
dos inquietos
anseios-afãs
lamentam em
soluços
sentimentos e
saudades
apartando
auroras luzidias
de amanhãs.
Enfim, no
refúgio do beijo
de noites sãs,
o aceitar do
gosto salgado da
realidade
nas castas
mentiras
sinceras das
manhãs...
Anna Maria
Peralva