Não vejo ao longe o horizonte,
Perdido neste mar de lembranças.
Memórias mortas na fonte
De passados sem esperanças.
 
Minha mente vaga na escuridão,
Buscando minha alma na sorte.
O amor se foi na desilusão,
Solidão que é a própria morte.
 
Meu barco sem rumo navega
Na tristeza, sem a serenidade
De encontrar o amor na entrega
E do amor perdido na eternidade.
 
Procuro apenas um olhar afinal,
Mesmo que esse olhar seja farsante,
Para encontrar o rumo ideal,
Mesmo sabendo-te tão distante.

João Carlos de Almeida (Rother)

                   

  

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