Um dia hei de partir... Quero e preciso,
Que todos saibam que vivi sem medos,
Amei demais e sem qualquer juízo,
Sequer dos meus amores fiz segredos.

Não que apontasse todos num aviso...
Meu coração é o cofre dos enredos,
Se houver, minha alma banca o prejuízo,
Pois verte, corajosa,  meus degredos.

Mas como dizem todos:- Poeta finge!
Segue mais protegida a minha esfinge,
Sem deparar-me com quem decifrasse...

Cumpre-me, pois, agora esclarecer:
- Sempre que ousei meus dias transcrever,
Em nenhum deles houve quem me amasse!

Tere Penhabe

 

 

                   

     

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