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Um dia, ele partiu
sem rumo,
Abandonou todas as
suas tralhas
Nos cantos da velha
alcova escura...
Deixou tantas
palavras de amor
Nas paredes do velho
casarão...
Ficou lá, gravado, o
coração
Da infância de
beijos e abraços.
Adulto, ficou sem
saber para onde ia,
As vicissitudes
desnortearam o seu
ser...
Numa manhã escreveu
uma poesia,
Vejam, isso não era
uma loucura!
Foi quando descobriu
o que queria,
Tomou a decisão de
ser um poeta...
Nasceu-lhe uma vida
de fantasia,
Criou, então, seu
próprio mundo.
Tudo o satisfazia, o
muito ou o pouco...
Viu que, na verdade,
era um esteta
E por fazer poesia,
era um poeta,
Um amigo da
natureza...
Jamais um louco.
Tarcisio Costa

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